quarta-feira, 27 de maio de 2009

ANÔNIMOS

Chovia.
Olhava a cidade através das janelas do metrô e nem tudo era cinza.
Uma tranquilidade estranha estava por todos os lugares.
Se eu pudesse estar em silêncio teria uma outra percepção das coisas.
Mas tudo era vida! E borbulhava nos meus ouvidos....
Dirigi minha atenção às árvores e seus vários tons de verde que passavam por mim, velozes. Algumas enormes com suas dezenas de anos ou, quem sabe, centenárias. Outras, pequenas mudas ainda, tentando resistir à poluição das grandes avenidas.
Estava tão longe dali e tão cheia de pensamentos que, só ao entrar no túnel e começar o trecho subterrâneo, me dei conta de onde estava e porque.
Tantas pessoas ao meu redor. Tantas histórias.
Para onde estariam indo? Estariam felizes?
Tantos rostos sem nome.
Deve ter existido um tempo em que não seríamos assim, tão desconhecidos e anônimos.
Tempo de luvas nas mãos e de chapéus nas cabeças, talvez.
Ou não. Talvez teria que voltar ainda um pouco mais no tempo.
Mas a vida é agora!
Agora é a hora do diálogo, dos sorrisos, do respeito.
Hora de se interessar pelos outros. Interagir. Cooperar.
Não compartilhamos apenas um vagão em um determinado trem.
Dividimos os mesmos espaços, as mesmas ruas, os mesmos dias.
Dias de ser feliz.

Sueli

Um comentário:

  1. Ola Sueli! Olha, seria ótimo que agora, na hora do diálogo, dos sorrisos, do respeito, onde dividimos os mesmos espaços, as mesmas ruas e os mesmos dias, os homens partissem em busca de um objetivo comum, ou seja, o amor, a harmonia e a solidariedade para com o seu próximo, pois somente assim, teríamos um mundo bem melhor e a certeza de dias mais felizes ou: "Dias de ser feliz".

    Ah. Fiquei muito feliz com a sua visita, o comentário e, principalmente, as incriveis coincidências.

    Beijos,

    Furtado.

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