quinta-feira, 7 de maio de 2009

QUANTO PÓ !

Que sensação é essa?
Há muito não me sentia assim...
Os livros, recortes e fotos que iam sendo empilhados à minha frente,
sujavam meus dedos e minhas mãos.
Os dias passaram sem que eu notasse, envolvida que estava em outras prioridades, vivendo outras partes de mim mesma.
Eu ri. Tudo estava como deixei.
Por fora e por dentro.
Enfim a hora chegou.
Fui tomada pelo mesmo entusiasmo, a mesma alegria.
Um novo projeto se esboça na minha alma.
Novo? Não!

Quanto tempo já faz?...20, quase 25 anos!
Olho a foto do velho mestre num recorte de jornal...será que ainda vive?
Tantos já partiram.
De repente, senti saudades dos fins de tarde em que nos reuníamos em volta da mesa arrumada com carinho, onde não faltava o chá, o cafézinho e, claro, os biscoitinhos de polvilho.
Então, nos amontoávamos no velho escritório e mais uma aula começava.
Luzes e formas? Abertura? Velocidade? Diafragma...foco....
Cuidado! Não abra a porta quando a luz vermelha estiver acesa!
Na penumbra vermelha, as fotos ainda úmidas iam revelando formas em frente aos nossos olhos.
Agora tudo é digital. Muito da magia se perdeu.
Continuo separando papéis, lembranças,
Faço anotações, como se um sonho pudesse ser retratado num diagrama.
Idéias. Etapas. Plano de trabalho. Pessoas.
Enfim, tudo limpo. Energias estagnadas restauradas ou eliminadas.
Me sinto exausta e feliz.
Como é bom tirar o pó dos sonhos.
Eu disse sonhos?
Tudo é tão real
E...sonhar não cansa!

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