sábado, 9 de maio de 2009

REFLEXÃO SOBRE A PERCEPÇÃO DE VALOR INTRÍNSECO

Recebi esse texto hoje pela manhã por e-mail.
Vale a pena compartilhar. E refletir.
.
Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.
Eis que o sujeito desce na estação do metrô:
vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada,
tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou,
foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell,
um dos maiores violinistas do mundo,
executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo,
um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston,
onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo
mostra homens e mulheres de andar ligeiro,
copo de café na mão, celular no ouvido,
crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post
era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura.
Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço.
O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes?
É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?
Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos,
os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado,
pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro.
Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.
Mostra-nos, ainda,
que a maioria das pessoas só valorizam aquilo que está precificado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário