sábado, 2 de maio de 2009

UNIVERSALISMO RELIGIOSO

Você possui uma religião?Qual é a sua religião?
Perguntas como estas ouvimos constantemente em nosso dia a dia, pois as pessoas comumente procuram nos entender através do conhecimento das nossas crenças religiosas, mesmo correndo um sério risco de cometerem erros de julgamento, ou melhor, de pré-julgamento, pois uma determinada religião pode ser compreendida e vivenciada de diversas maneiras e, além disto, muitas pessoas se dizem adeptas a uma certa corrente religiosa, mas pouco ou nada sabem a respeito dos seus ensinamentos ou mesmo discordam de parte de sua doutrina.
Outras se classificarão como céticas diante das religiões instituídas e, até mesmo, irão formular extensas "teses" sobre o mal que a religião exerce e exerceu por toda a história humana, subjugando as pessoas através de normas moralistas manipuladoras, objetivando muito mais o exercício do poder do que a salvação das almas. Então, diante de tantas variações no modo de compreendermos as religiões, vamos entender, primeiramente, o que é religião, para respondermos às perguntas formuladas acima.
A origem da palavra "religião" deriva do latim "re-ligare", que significa, precisamente, "religar", ou melhor, religar o homem e a divindade, quando se encontram afastados. A religiosidade é, portanto, uma questão íntima e individual, pois depende apenas de cada um de nós, de acordo com a nossa necessidade evolutiva, termos motivação para buscar a descoberta sobre quem realmente nós somos e qual é o sentido maior da nossa vida. É fundamental compreender que, a princípio, as instituições religiosas deveriam professar métodos desenvolvidos para que a mente e o coração encontrassem equilíbrio e satisfação diante destas questões filosóficas, porém, sabemos que o mau uso do poder por parte de alguns religiosos, e de algumas instituições, acabam por gerar o distanciamento do homem em relação a Deus e não a sua aproximação, pois muitas igrejas e templos representam muito mais um núcleo de controle e vigilância moral de uma comunidade do que um local destinado à reflexão, ao estudo dos livros que contém os ensinamentos dos grandes sábios e às práticas espirituais que elevam a alma.
A falta de ética e sentimento fraterno verdadeiro de algumas religiões instituídas, mesmo as mais tradicionais e seculares, não pode mais ser encoberta, como acontecia no passado.
O Terceiro Milênio, através do universalismo religioso, traz a possibilidade de experimentarmos diversas práticas religiosas, sem medos ou culpas, e buscarmos o nosso crescimento espiritual seguindo as nossas próprias intuições. É claro que é essencial, ao longo da vida, nos definirmos a respeito das crenças religiosas.
Aquelas que, na nossa opinião, nos tragam maior compreensão da vida e felicidade, nos permitindo a superação do sofrimento.
E quando um grupo de pessoas se identifica entre si por suas crenças e se reúne, objetivando o desenvolvimento espiritual, tanto pessoal quanto coletivo, acabam por formar, assim, um verdadeiro núcleo de apoio e fortalecimento da fé. Além disto, quanto mais crescemos espiritualmente, maior se torna o nosso sentimento fraterno e o nosso desejo de fazer o bem e levar aos outros a libertação, seja interior ou exterior, da mesma forma que aconteceu conosco.
Vivemos num Novo Tempo, numa Nova Era, que permitiu a quebra dos sistemas religiosos da idade média, quando o ser humano ainda era destituído de qualquer poder de escolha e punido quando não seguia as regras impostas.
O Brasil é um país privilegiado por ser o mais espiritualizado do mundo e, apesar da enorme diversidade religiosa, é pacífico e, por isto mesmo, é o lugar mais propício para a concretização do ideal universalista e quando temos a liberdade de conhecer a força que nos traz os rituais da umbanda, a compreensão do mundo espiritual através do estudo espírita, a fé que nos faz renascer através do cristianismo, o conhecimento da hierarquia espiritual que rege a evolução terrena através da teosofia e etc., nos completamos por encontrar em cada filosofia espiritualista uma parcela da verdade universal que, juntas, aceleram a nossa evolução.
Viver o universalismo é saber retirar de cada filosofia ou religião o seu melhor aspecto, suprimindo, é claro, qualquer sombra de falso moralismo e de preconceitos.
autores: Fátima de Carvalho e Marcello Cotrim

Um comentário:

  1. Concordo com essas palavras e gostaria imensamente que as pessoas se banhassem dessas idéias maravilhosas que ensina o mestre, Marcello Cotrim, as pessoas a encontrar a luz nas suas vidas atingindo a luscidez. É muito encantandor viver a vida dessa forma pensando que tudo tem um sentido maior. Estou muito feliz de ter conhecido essa nova forma de vida e muito mais tranquila de que tudo é mais fácil do que parece.

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