terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SE ESSA RUA FOSSE MINHA...


Em todas as horas
Águas em abundância
Observo.
A Natureza grita!
Tudo que é demais destrói
A mesma água da Vida, traz destruição, caos.
Morte.
O Tempo não é mais o mesmo.
O ritmo se faz pelos pingos da chuva.
A cidade não é mais da garoa.
É o espaço das enchentes, dos alagamentos
Nossos rios esquecidos borbulham, crescem.
Explodem.
As ruas calçadas são labirintos líquidos
e a imensidão molhada desce ladeiras.
Que fizemos nós?

"Se essa rua, se essa rua fosse minha,
eu mandava, eu mandava ladrilhar"

Do versinho infantil, à nossa insensatez
Nem mesmo são pedrinhas de brilhantes,
Tudo está coberto pelo cinza escuro e frio.
Tudo em nome do Tempo, que não temos mais.


Sueli

2 comentários:

  1. Olá minha querida amiga, que bom que voltaste. Espero que estejas muito bem apesar de tanta água, tantos transtornos e tantas vidas ceifadas.

    "As ruas calçadas são labirintos líquidos
    e a imensidão molhada desce ladeiras."
    Que fizemos nós?

    Nós não fizemos nada, já nossos semelhantes, fizeram tudo. A mãe NATUREZA está se sentindo atacada, massacrada, espezinhada e, portanto, ela chora e derrama suas lágrimas sobre nós.

    "Se essa rua, se essa rua fosse minha,
    eu mandava, eu mandava ladrilhar"

    Só que antes de mandar ladrilhar a rua, necessário se faz incutir na mente do homem, a real necessidade de preservar o ambiente em que ele vive.

    Belo texto minha amiga. Adorei!

    Beijos,

    Furtado.

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  2. Que a força esteja conosco.
    Muitos são os sinais de que algo deve ser feito... Precisamos remar contra a maré do mais, onde a maioria vai...
    Mais consumo, mais produção, mais desperdício...
    Precisamos ir mais devagar sentir o vento na cara...

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