quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A VOLTA


Às vezes é preciso recuar, olhar o que ficou pelo caminho.
Não consigo prosseguir sem caminhar novamente por esse passado.
Querer voltar é paralisante: a indecisão me atormenta.
Chega! Não há mais espaço para dúvidas!
Minha fé é meu impulso.
Sei bem aonde tudo isso me levará e por que.
Começo a caminhar, decidida, amparada.
Não estou só. Nunca estive.
Vou em busca dos talentos abandonados, esquecidos.
Deixados em algum lugar, esperando, esperando, esperando.
Me deparo com objetos amarelados pelo tempo, empoeirados.
Assim como os sonhos jamais vividos.
De repente, luzes coloridas realçam cenas que jamais esqueci.
Vejo rostos, sorrisos. Ouço sons: são doces vozes, risadas, canções.
Não havia reparado antes naquela caixa que, como mágica,
parece estar em todos os lugares.
Que estou dizendo? Tudo isso é pura magia!
Vou levá-la comigo. Já sei o que ela representa.
Avanço,
Essa sensação que me impulsiona não vem do vento, nem do sol.
Reconheço a meu lado todos os meus tesouros.
Dons que transformo em matéria porque, agora,
entendo a alquimia da Vida.
Com cuidado, coloco cada uma dessas coisas em minha caixa mágica.
Já posso voltar.