quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O NASCIMENTO


Do meio do nada sou arrancada de mim mesma,
dos espaços mornos, das horas estagnadas.
Como uma obra iniciada e abandonada,
camadas de argila endurecidas resistem.
Olhos de esperança espiam pelas fendas e esperam pela Luz.
O sangue frio se aquece, vibrando em lentos movimentos.
Lágrimas surgem e se dá a percepção de todas as coisas.
Aceleração, ritmo, tudo vibra.
Explode!
A tinta fresca escorre em azuis, amarelos, verdes,
Vermelhos intensos.
Os sons são infinitos.
A Música?
Sempre esteve aqui, nunca me abandonou mas, agora,
Eu posso tocar!
Sueli