quarta-feira, 21 de março de 2012

O VENTO E EU



















O tempo se foi.
Anos, horas.
É estranho porque, ao mesmo tempo, ele se constrói.
Serei eu que abandonei o tempo e me deixei ao vento?

As pernas ficaram leves e flutuei.
Espaços pequenos, labirintos de minutos inúteis.
Espiral em branco e preto, silenciosa e úmida.
Solidão, pensamentos, olhos que não souberam ver.

Nego a ausência da Luz!
Grito!
Eu SOU vida e movimento.
Ondas se derramam sobre mim me deixando simplesmente Ser

Sinto o vibrar de todas as cores.
Ouço todos os desejos que me embalam,
O vento ainda sopra lá fora mas, agora,
Aprendi a voar!

Sueli